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Mulheres conquistam seu espaço na marcenaria

Mulheres na Marcenaria

Pelo esforço físico exigido para manejar as ferramentas e a madeira, a marcenaria sempre foi considerada uma profissão masculina. Mas a evolução da tecnologia, do maquinário e até dos próprios materiais está possibilitando que as mulheres também possam fazer esse trabalho, e com muita competência.
É o caso da Vintage Móveis Planejados, de Campo Grande (MS), marcenaria composta exclusivamente por mulheres. Todo o trabalho de confecção dos móveis, desde o corte da madeira até a montagem final na casa dos compradores, é feito pelas garotas. Segundo a proprietária, Cláudia Malta, essa característica se transformou em um grande diferencial para a empresa, e que vem tendo sucesso ao atender uma clientela bastante exigente.
“A mulher é mais detalhista. O acabamento de cada móvel é perfeito, as peças ficam sempre bem alinhadas, os parafusos recebem o ajuste correto, portas abrem e fecham no devido encaixe e as gavetas correm perfeitamente nos trilhos. Esse é nosso diferencial, é por isso que os clientes gostam”, explica.
Mulheres na Marcenaria 2
Claudia começou a trabalhar ainda criança ajudando o pai e pegou gosto pela marcenaria. Há dois anos, resolveu montar a sua própria empresa. Começou o negócio na garagem de casa, com o valor do adiantamento do seu primeiro cliente. Hoje a Vintage Móveis faz de tudo, armários, mesa, cadeiras, bancos, cômodas, camas, todos personalizados. A rapidez e o cumprimento dos prazos de entrega também se tornaram diferenciais para a sua marcenaria.
E a força masculina para o trabalho pesado? De acordo com a sócia Nayane Bueno, os homens não fazem falta no dia a dia da marcenaria. O importante não é a força, mas o jeito, principalmente no que diz respeito ao acabamento. E quando tem algo muito pesado para carregar as meninas se ajudam, destaca.
Já o que levou a acreana Maria José de Almeida a se tornar marceneira foi a necessidade. Maria era apenas uma dona de casa quando de divorciou e viu na profissão uma forma de sustentar a família. Auxiliada pelo vizinho que era dono de uma marcenaria, ela começou aos poucos e teve muitas dificuldades, tanto pela falta de familiaridade com o trabalho quanto pela discriminação.
“Fui me aprimorando devagar, fiquei lutando muito tempo. No começo era muito difícil, as máquinas eram todas praticamente manuais, a gente tinha que usar serrote, martelo, tudo na força mesmo. Já estava até pensando em desistir devido as dificuldades", conta. Mas a perseverança foi mais forte e hoje, 15 anos depois, Maria de Almeida se destaca entre os 400 profissionais de marcenaria registrados no estado.
Para ela, seu maior diferencial é o amor com que se dedica à profissão.  "Sempre tento colocar um detalhe a mais no acabamento, fazer tudo com muito amor. Esse é o segredo”, garante.
Fonte: Diário Digital, G1

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